quarta-feira, 25 de maio de 2011

Memento Mori et Vanitas

Cada vez mais me interesso por um tema que muitos temem e desistem de tentar perceber a sua existência - A Morte. Não pensem em mim como uma psicopata ou algo assim, mas apenas me fascina a sua certeza e de ninguém saber nada sobre este facto da vida. Tudo se sabe sobre o nascimento, de como o papá e a mamã dão um "beijinho" e nasce o mano, porém nada se sabe sobre aquele ser que alberga uma longa capa preta e que vem ceifar as almas.
Enquanto navegava pela Internet, surgiu uma frase que me deixou inquieta e tive que saber a sua origem, Memento Mori. Proveniente do Latim, significa algo como "Lembra-te da Morte". Ligada a si, vem ainda uma outra palavra por todos conhecida vaidade, Vanitas, porém em Latim detém um outro significado bem mais profundo - Vazio. Como sabem, vaidade é um dos 7 pecados mortais, pela simples razão da auto-idolatração e porque quem muito se adora, esquecesse do importante e, esvazia a sua alma. Ora, algo de que não sabia era a existência de símbolos relacionados com este pecado, símbolos que representam a brevidade e fragilidade da vida.
- A Caveira Humana - símbolo mais recorrente, representando a morte. No entanto, algo que muitos desconhecem, a caveira representa, também, o conhecimento. Exibição do saber é também, um acto de vaidade;
- A Fruta Podre - representante do envelhecimento;
- Bolhinhas - que representam a brevidade da vida e o rápido aparecimento da morte;
- Fumo, Relógios e Ampulhetas - todos representam a escassez da vida;
- E, Instrumentos Musicais - que representam a natureza efémera da vida.
Para além destes principais, há outros como: Fruta, Flores, Borboletas, Limões Sem Casca e Marisco. Estes dois últimos que mencionei têm, ainda, outro sentido - o quanto a vida pode ser azeda.
Desafio-vos, agora, a pesquisarem arte e verão no que os artistas se inspiram para realizar as suas obras-primas. Estes temas e elementos eram muito utilizados nos séculos XVI e XVII, enquanto que no século XV, eram vistos como algo mórbido, daí só serem utilizados em arte funerária ou indirectamente.
É incrível como objectos do nosso dia-a-dia, objectos em que não pensamos tanto pois sabemos a sua finalidade, têm tão variadas representações. Nunca mais olharei para um limão da mesma forma.
Finalizando, o que quis dar a entender com esta entrada, é exactamente isto, a natureza efémera da vida. Não a tenham como garantida, pois o amanhã é outro dia. Por muito que as coisas possam estar más, com o mal vem sempre o bem. A balança tem equilíbrio, sempre!

1 comentário:

  1. Se soubesses as vezes em que penso neste tópico! Mas nunca pesquisei muito fundo. Arranjaste uns bons factos. Vou ver o que consigo encontrar sobre o tema.

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