Ontem comprei um livro que já há algum tempo queria: Alice no País das Maravilhas. Comecei hoje a lê-lo e já estou quase no fim, porque estou a adorar cada aventura que a pequena Alice enfrenta.
Devo dizer que a versão da Disney está um pouco diferente. Não está tão quanto pensava, mas algumas das partes e personagens mais engraçadas estão omitidas. Também, no conto da Disney, Alice apesar de ser uma criança "travessa" não mostra tanto o seu lado mais confuso. Pelo menos, não tanto quanto no livro.
Porém, vim aqui falar sobre este livro porque deixou-me a pensar em algo. No capítulo em que Alice está a cair sem fim pela toca do coelho, ela começa a conversar com ela própria e chega à conclusão que ela não é ela, mas sim outra pessoa. Mas quem? Perguntava-se ela. Ela dizia que não era ela, porque nada, nunca acontecia na sua vida. E, durante o resto do livro, ela tenta descobrir quem é. Quando a Lagarta, lhe pergunta; "Quem és?", ela responde que ainda não sabe responder a essa pergunta, porque está sempre a mudar.
Ora, isto fez-me pensar em quem sou eu! Estamos constantemente a mudar, seja fisicamente, intelectualmente, os nossos gostos, seja o que for. Então se mudamos tanto,a final quem somos nós? Será que sou a mesma, se num dia gostar de azul e no outro gostar de amarelo? Será que sou a mesma se num dia acreditar em algo e noutro deixar de acreditar?
Afinal quem somos nós e o que nos distingue de outro?

Sim, mudamos constantemente. De gostos, de crenças, de perspectiva, de tudo. Mas apenas nos perguntamos (pelo menos eu perguntaria a mim proprio) quem somos afinal se nao estivessemos satisfeitos com as nossas mudanças. Se essas mudanças nos estivessem a deixar tristes e tirar-nos a boa disposiçao. Enquanto estivermos satisfeitos com as nossas mudanças nao ha nada com que nos preocuparmos. E apesar de os outros notarem as diferenças e 'as vezes pensarem "queremos o antigo de volta" ou algo do genero, nos e' que sabemos de nos proprios.
ResponderEliminarCumps, Mid