domingo, 23 de janeiro de 2011

Como uma Flor de Cerejeira

Ontem de manhã, eu e a minha irmã fomos ao Fórum fazer umas compritas. Sim, eu sei: Saldos Inexistentes, mas precisamos de roupa ou caso contrário vamos para a prisão por atentado ao pudor, ou qualquer coisa assim!
Chagadas ao cruzamento dos Galitos, apenas se via um carro parado (mas não se apresentavam sinais de acidente), uma ambulância e bombeiros no local e os carros andavam muito devagar. Eu, sem nada saber,  disse à minha irmã:
- Já viste estes camelos? Porra o povo português não têm mesmo consideração! A pessoa já tem o carro avariado e esta gente ainda pára para ver esta m****!
A verdade, era bem diferente daquela que eu pensava. Na minha ideia e sem apresentação de indícios de acidente, julguei que o automóvel tivesse avariado ou que o seu condutor se tivesse sentido mal. No entanto. à medida que seguíamos muito vagarosamente, vi um saco esbranquiçado no chão e por debaixo deste, um corpo. Era um homem de, talvez, 60 anos - tudo o que vi foi o seu cabelo branco. Como morreu? Não sei! Mas não havia sangue no local, tudo aquilo que vi foi um carro azul escuro parado, com os bombeiros ao redor.
Não posso dizer o que acontecera, mas chamou-me a atenção para a única certeza que temos na via: a morte. Sei que muitos a temem! Eu, por acaso, tenho a particularidade de me abster desse medo. Não a temo, temo sim a forma como se manifestará!
Por 3 vezes ia morrendo afogada. Dezenas de vezes que me faltou a ar e entrei em desespero - agora já controlo os meus ataques de pânico. Já por 5 vezes fui atacada por animais. Uma vez sofri um terrível acidente, cuja porta do lado onde me costumo sentar ficou destruída, felizmente que naquele dia, quis sentar-me noutro sítio. E, é claro não me posso esquecer das vezes em que o gás ficou ligado e ninguém deu por nada, até chegar a hora de fazer a comida!Acho que quando chegar a nossa hora, não há escapatória! Mas até chegar...basta reflectir no assunto e mentalizar-mo-nos que é assim mesmo: Não há vida sem morte!
Quantas pessoas combatem a doença terrível que é o cancro, e depois da recuperação morrem de um acidente de aviação ou noutra situação?
Bem, meus amigos, sou muita fria sobre este assunto. Quem morreu, já foi! Com isto não digo que mereceu morrer, mas é algo inevitável. E, como dizem os japoneses: A vida é como a flor da cerejeira, bela e efémera!
Vivam bem e sem medos, porque não vale a pena ter medo de algo natural.




As minhas condolências à família daquele senhor e que a sua alma descanse em paz.

1 comentário:

  1. partilho o mesmo pensamento que tu em relação à morte em si. talvez não pense da mesma maneira de acordo com a sua manifestação... e sim, não vale a pena temer a morte, porque quando ela chega não se pode voltar atrás.

    da minha parte, igualmente as minha condolências...

    mid

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